segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O diário de Kelly - “O segredo” - 2ª parte


Hoje quando abri meus olhos, nem precisei levantar para saber que seria um novo dia, ao contrário de ontem, pois pude perceber coisas da minha vida que até então não havia percebido.
Como por exemplo me valorizar mais. Quem sabe o dia de hoje sirva como lição: todos temos nossos conceitos e, com eles, temos nossos princípios, e também temos a nossa verdade.
A verdade é tudo aquilo que nós acreditamos, mesmo que digam o contrário. A nossa verdade vem de dentro do nosso “eu” verdadeiro, da nossa essência. Mas minha verdade ficou trincada. Ao ler um verso do escritor e poeta Cairê Barcelos, me identifiquei com o que ele disse, que é mais ou menos assim: “as verdades das mentiras nunca foram descobertas, para que as mentiras das verdades jamais fossem reveladas”.
Eu seria uma hipócrita se dissesse que acredito fielmente nas minhas verdades, mas como eu não sou e também tenho muito bom senso. Eu acredito que pra ser justa é preciso ter um equilíbrio entre a minha verdade e as verdades de outras pessoas.
Laura diz:
-- Kelly jamais me confessaria um segredo se não confiasse plenamente em mim. Você acha que mesmo sabendo disso eu colocaria a nossa amizade em risco? Se você pensa dessa maneira Kelly, é porque você não confia em mim como eu achava que confiavas. Então eu não tive alternativa se não contar para Laura o porquê da minha desconfiança.
Laura você lembra quando eu vim até você e contei o meu segredo? E logo que sai a Paula chegou? Então eu fiquei ouvindo a conversa de vocês e vocês falavam sobre mim. Ouvi você sussurrando alguma coisa e você e a Paula começaram a rir. Também ouvi você dando boas gargalhadas e dizer que eu havia te contado algo. Foi aí que a Laura me contou que não tinha nada a ver com o segredo que contei a ela. O que a Laura contou para a Paula, é que eu não confiava nenhum pouco nela e que eu tinha um pé atrás com ela. Então a Laura falou que a Paula também não confiava em mim, por isso que elas me olharam e começaram a rir. Quando eu ouvi tudo o que a Laura tinha falado, é que eu vi a grande tolice que eu tinha feito, na mesma hora pedi desculpas e a Laura sendo minha amiga me perdoou.

Quando as pessoas dizem que uma coisa influencia a outra, eu achava que era superstição, mas se o dia de ontem não tivesse sido perfeito e contagiante, eu nunca iria descobrir a verdade e também não ia poder recuperar a amizade da Laura. Moral da história, não se pode julgar uma situação sem antes ter provas!
Cairê Barcelos